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Vereador de Ribeirão Preto é processado por exposição de criança trans em escola

Ministério Público de São Paulo ajuizou ação civil pública contra o parlamentar Isaac Dalcol Antunes após episódios em unidade de ensino municipal

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou uma ação civil pública contra o vereador Isaac Dalcol Antunes (PL) por fatos relacionados à exposição de uma estudante trans de 11 anos em uma escola municipal de Ribeirão Preto, no interior paulista. A ação foi protocolada pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude do município.

O caso envolve também Hagara Espresola Ramos, conhecido como “Hagara do Pão de Queijo”, que, segundo o inquérito, esteve na mesma unidade de ensino e publicou imagens da situação nas redes sociais.

De acordo com os elementos reunidos pelo MPSP, Antunes e Hagara estiveram na Escola Municipal Anísio Teixeira nos dias 20 e 26 de março de 2026, após tomarem conhecimento de que uma estudante trans utilizava o banheiro feminino da instituição. Na primeira visita, segundo a Promotoria, Hagara teria questionado a direção sobre qual banheiro era utilizado pela estudante e perguntado aos coordenadores sobre o órgão genital da criança. O Ministério Público sustenta que a situação virou conteúdo para redes sociais e que Hagara buscou notoriedade política com a divulgação, alcançando mais de 1 milhão de compartilhamentos.

Após a repercussão dos vídeos, Isaac Antunes também esteve na unidade escolar em 26 de março. Conforme o inquérito, havia estudantes confeccionando cartazes de apoio à colega trans. A Promotoria relata que o parlamentar teria feito comentários depreciativos sobre os alunos e dito que eles deveriam apenas estudar. O MPSP aponta que os episódios transformaram o ambiente escolar em um espaço de perseguição e discriminação, resultando no afastamento da estudante, que deixou de frequentar a escola e passou a se isolar.

A Justiça de Ribeirão Preto já havia concedido uma liminar contra Hagara Espresola Ramos anteriormente, impedindo sua entrada em escolas municipais sem autorização prévia e a realização de gravações que expusessem crianças e adolescentes. Na nova ação contra o vereador Isaac Antunes, o MPSP pede a retirada das publicações das redes sociais, a abstenção de novos conteúdos discriminatórios e o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, com destino ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.

A ação civil pública representa um pedido do Ministério Público à Justiça e não significa condenação definitiva. A reportagem procurou o parlamentar para obter posicionamento, mas não obteve resposta até o momento.

Com informações de: Gay 1

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