Turquia amplia repressão contra comunidade LGBT+ com 116 prisões
Operações policiais atingem 15 províncias e mais de 160 investigações, enquanto mais de 450 organizações internacionais cobram o fim da criminalização.
A repressão contra a comunidade LGBT+ na Turquia ganhou uma nova e alarmante dimensão. Dados atualizados divulgados pela Anistia Internacional apontam que pelo menos 116 pessoas foram detidas em operações realizadas em 15 províncias do país, com 83 indivíduos permanecendo em prisão preventiva. Além das detenções, mais de 160 pessoas são alvos de investigações criminais em uma ofensiva direcionada a organizações LGBT+, defensores de direitos humanos e ativistas.
As ações escalaram a partir de 13 de setembro, atingindo diversas regiões do território turco. Organizações de direitos humanos relatam que centenas de contas e páginas em redes sociais ligadas à comunidade, jornalistas e ativistas foram bloqueadas ou restritas, dificultando a circulação de informações e a mobilização social. Relatos de tratamento degradante durante a custódia, como insultos e revistas invasivas, também foram documentados.
Impacto no esporte e reação internacional
A ofensiva governamental também alcançou clubes e grupos esportivos formados por pessoas LGBT+, gerando medo entre atletas quanto à identificação e ao retorno aos treinamentos.
Em resposta, mais de 450 organizações de 65 países emitiram uma declaração conjunta exigindo o fim da criminalização do movimento e a libertação dos detidos por ativismo. O endurecimento ocorre em meio a pronunciamentos oficiais do presidente Recep Tayyip Erdoğan em defesa de conceitos tradicionais de família e contra políticas de identidade de gênero.
Com informações de: Athosgls




