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Governo francês é criticado por demora em reagir à onda de violência e saques

Impopular e no fim de mandato, Emmanuel Macron enfrenta protestos violentos e avanço da extrema-direita liderada por Marine Le Pen.

A França enfrenta uma onda de violência, saques e protestos que expõem a fragilidade do governo do presidente Emmanuel Macron. A crise envolve manifestações estudantis, militantes de extrema esquerda e saqueadores profissionais, em meio a forças policiais subdimensionadas e medidas consideradas atrasadas, como o anúncio de toque de recolher na região mais afetada, na Praça da República, em Paris.

O cenário combina diferentes camadas de manifestantes. O ciclo de protestos começou com estudantes, seguido por militantes do partido França Insubmissa, liderado por Jean-Luc Mélenchon. A esses grupos misturam-se os chamados “casseurs”, ligados a redes de black blocs ou periferias, além de saqueadores profissionais que atuam com ferramentas para destruir fachadas e invadir estabelecimentos comerciais.

Analistas apontam como pano de fundo a armadilha fiscal vivida por países europeus, com o Estado de bem-estar social endividado, somada a fatores culturais como a complacência histórica com protestos violentos e a brandura da Justiça. Desgastado após quase dez anos no poder, Macron é visto por críticos como um presidente em fim de linha.

Como resultado do desgaste político e social, a principal beneficiada no cenário eleitoral é Marine Le Pen, candidata da direita nacionalista, que lidera as preferências para a disputa presidencial do próximo ano.

Com informações de: Veja

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