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ONU alerta para ofensiva global contra direitos LGBTQIA+ e perseguição em ritmo alarmante

Durante a Assembleia Geral da ONU, alto comissário Volker Türk denunciou reação coordenada, uso político da comunidade como ameaça e crise financeira em entidades.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, fez um duro alerta sobre a situação da população LGBTQIA+ no mundo durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Em evento promovido pelo UN LGBTI Core Group, Türk afirmou que o mundo enfrenta uma ofensiva abrangente e que a perseguição cresce em ritmo alarmante.

Segundo o alto comissário, a reação observada atualmente apresenta características preocupantes por ser profunda e coordenada em diferentes regiões, transformando pessoas LGBTQIA+ em alvos de hostilidade, exclusão e ataques à segurança.

Casos citados e uso político

Türk mencionou especificamente a Turquia e o Senegal ao exemplificar a deterioração dos direitos. No território turco, operações recentes atingiram organizações, ativistas e estabelecimentos com detenções e bloqueios digitais, enquanto o presidente turco criticou políticas de diversidade na tribuna da ONU. No Senegal, o comissário destacou o endurecimento das medidas contra relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo.

A ONU apontou que governos e movimentos políticos passaram a tratar grupos LGBTQIA+ como supostas ameaças sociais, utilizando argumentos ligados à moralidade, à proteção das crianças e à segurança pública para justificar restrições e cerceamento de liberdades.

Crise de financiamento global

A ofensiva política coincide com uma crise financeira nas entidades de apoio. Um relatório divulgado pela Outright International revelou que a maioria das 229 organizações pesquisadas em 94 países perdeu recursos desde janeiro de 2025, impactando serviços essenciais de saúde e prevenção ao HIV, com forte impacto sobre pessoas trans e mulheres bissexuais e queer. O Brasil integra o UN LGBTI Core Group, articulação internacional de 45 países voltada à promoção dos direitos da comunidade.

Com informações de: Athosgls

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