Feministas radicais mobilizam candidatos de esquerda e direita para pautas antitrans
Grupo Matria busca assinaturas em carta-compromisso que restringe direitos de pessoas trans; documento já soma mais de 150 adesões.
Um grupo de feministas radicais, contrário a direitos de pessoas trans, tem abordado candidatos ao Executivo e ao Legislativo, de diferentes partidos, para obter adesão a uma carta-compromisso com pautas antitrans. A iniciativa já conta com mais de 150 assinaturas, abrangendo candidaturas tanto da esquerda quanto da direita.
Sob a premissa de “defesa dos direitos, da segurança e da dignidade das mulheres e crianças”, a campanha da organização transexcludente Matria (Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil) propõe restringir a presença de pessoas trans em diferentes espaços de convívio. Dos oito compromissos apresentados pelo grupo, cinco têm especificamente esse objetivo.
O documento aborda a manutenção de espaços, serviços e políticas públicas, categorias esportivas femininas, produção de dados e prevenção e combate à violência baseados exclusivamente no sexo biológico. A proposta da carta é separar o conceito de gênero dos direitos de crianças e mulheres.
A agenda contrária aos direitos de pessoas trans no Brasil representa 58% dos 421 projetos de lei anti-LGBTQIA+ apresentados em assembleias estaduais desde 2019, conforme dados da Observatória, plataforma de monitoramento legislativo da Diadorim. No Congresso Nacional, propostas voltadas a restrições à população trans correspondem a 60% dos 146 projetos de lei propostos na Câmara e no Senado.
A abordagem aos candidatos é realizada diretamente por militantes nas redes sociais, por meio de mensagens privadas e contatos com assessorias de campanha. Até o final de setembro, o documento reunia assinaturas de candidatos de 20 legendas, com destaque para siglas como PCO, Novo, Missão, PL e PT.
Com informações de: Adiadorim




