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Caso Malévola: Prisão de influenciadora no Egito alerta sobre repressão LGBTQIA+

Mariana Alves foi detida em Alexandria após publicar vídeos nas redes sociais e relatou ter sido submetida a inspeção íntima

Mariana Alves, conhecida como Malévola, foi detida na cidade de Alexandria, no Egito, acompanhada de uma amiga. Ela foi liberada na última quarta-feira (21) após o pagamento de fiança. A ação policial ocorreu após o Ministério do Interior do Egito iniciar uma investigação motivada por vídeos publicados nas redes sociais em que a dupla aparecia dançando, fazendo gestos e realizando supostas insinuações sexuais.

Em uma transmissão ao vivo realizada no TikTok, Malévola relatou que foi submetida a uma inspeção íntima por policiais egípcios. Segundo o relato, ela foi levada a uma sala e obrigada a ficar nua para que autoridades verificassem se ela era mulher.

A realidade LGBT+ no Egito

No Egito, embora o país não criminalize expressamente a homossexualidade, dispositivos legais sobre devassidão, moralidade pública e valores familiares permitem prisões e processos contra pessoas em razão de sua orientação sexual, identidade de gênero ou manifestações nas redes sociais.

Um dos principais instrumentos de repressão no Egito é a Lei nº 10 de 1961, originalmente destinada ao combate à prostituição. Seu artigo 9 prevê penas de três meses a três anos de prisão para condutas classificadas como prostituição ou devassidão habitual. Relatórios de organizações internacionais também registram operações contra pessoas LGBTQIA+ por meio de aplicativos de relacionamento, além de denúncias de mulheres trans detidas em celas masculinas e submetidas a tratamentos incompatíveis com sua identidade de gênero.

Com informações de: Observatório G

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