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Meta é alvo do Ministério Público e quedas de alcance geram preocupação

Ministério Público aponta que Meta não cumpriu determinações do TSE, enquanto usuários e criadores relatam quedas expressivas de alcance e bloqueios nas redes.

O Ministério Público Eleitoral apontou que a Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, não cumpriu integralmente determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas à igualdade de tratamento entre as campanhas presidenciais. O parecer recomenda a aplicação de multa à empresa. No entanto, a preocupação vai além da disputa eleitoral, afetando também jornalistas, comunicadores, veículos independentes e usuários de diferentes segmentos que relataram bloqueios, remoções de publicações e limitações de alcance nas últimas semanas.

A questão sobre quem é afetado pelas restrições abrange perfis culturais, páginas LGBTQIA+ e criadores de conteúdo que não participam diretamente de campanhas. Em junho, o Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre o bloqueio de mais de 100 perfis LGBTQIA+ no Instagram. Já em outubro, organizações da sociedade civil reuniram mais de mil relatos de restrições durante o período eleitoral, levando o MPF a investigar a transparência e a legalidade dessas práticas.

A redução expressiva no alcance e no engajamento também foi observada em publicações feitas em colaboração com outros perfis, mesmo após a diminuição temporária da cobertura política. Embora esses relatos não comprovem, isoladamente, uma ação deliberada da Meta, eles levantam questionamentos sobre a atuação dos algoritmos, os critérios de moderação e a falta de explicações claras aos usuários. A Meta nega favorecimento eleitoral e afirma cumprir as determinações da Justiça.

Com informações de: Athosgls

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