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Imprensa LGBTQIA+ enfrenta cortes nos EUA e acende alerta para o Brasil

Crise de veículos especializados em outros países levanta debate sobre financiamento e sustentabilidade do jornalismo voltado aos direitos e à história da comunidade no Brasil.

A crise enfrentada por veículos especializados nos Estados Unidos levanta uma pergunta urgente também no Brasil: como garantir a continuidade de um jornalismo que registra as histórias da comunidade LGBTQIA+? Demissões, redução de investimentos publicitários e incerteza sobre o futuro recolocam em discussão o financiamento dessas publicações diárias.

O debate foi retomado a partir de uma matéria publicada pelo LGBTQ Nation, que recuperou uma reportagem da revista The Progressive detalhando demissões na Equalpride — grupo responsável por títulos como The Advocate e Out. Segundo o veículo, a direção apontou cancelamentos de grandes campanhas publicitárias para justificar os desligamentos.

No cenário nacional, a dificuldade não é idêntica, mas expõe um desafio concreto. Fundada por Samra Kassak em 5 de outubro de 1997, a ATHOSGLS completou 29 anos e reúne mais de 25 mil páginas de acervo sobre a trajetória da comunidade. Apesar do patrimônio histórico, a estrutura é limitada, sem equipe permanente e dependente de recursos constantes para manutenção de servidores e preservação do portal.

Empresas e agências possuem um papel central na busca por sustentabilidade, podendo incluir veículos especializados em suas bases de fornecedores de mídia e planejamentos de campanhas publicitárias de forma transparente e independente. Para o mercado, fica o questionamento sobre o espaço real que a imprensa LGBTQIA+ ocupa nos orçamentos corporativos.

Com informações de: Athosgls

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