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Indecisos orientam movimentação das campanhas de Lula e Flávio na reta final

Mais numerosos que em 2022, eleitores sem escolha definida se concentram em estados-chave do Sul e Sudeste, onde a disputa presidencial é acirrada.

A pouco menos de um mês para a votação, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro intensificam a caça ao eleitor indeciso em estados-chave, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Mais numerosos do que no pleito de 2022, esses eleitores formam um grupo que pode definir o resultado da corrida ao Palácio do Planalto.

Segundo estimativas da Quaest, o país registra mais de 21 milhões de eleitores indecisos, com taxa média nacional de 10%, o dobro do verificado no mesmo período de 2022. O cansaço com a polarização entre petismo e bolsonarismo apontado desde 2018 é um dos fatores que ajudam a explicar o aumento da indecisão.

O levantamento aponta que os locais com maiores taxas de indecisão também registram margens estreitas ou empate técnico entre Lula e Flávio. No Rio Grande do Sul, estado que lidera o índice com 18%, Flávio tem 34% contra 28% de Lula dentro da margem de erro. Em Minas Gerais, segunda maior taxa de indecisos com 17%, a disputa também mobiliza as estratégias da reta final.

As pesquisas mostram que o perfil desse eleitorado é predominantemente feminino (69%), com idade entre 35 e 59 anos, baixa renda e escolaridade, e que se considera politicamente independente. Entre as principais preocupações do grupo destacam-se a violência, além de temas sociais e econômicos.

Com informações de: Veja

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