Flávio Bolsonaro pede cassação da chapa de Lula e TSE decide remoções
Campanha de Flávio Bolsonaro apresentou ações ao TSE contestando publicações e pedindo a cassação de Lula e Alckmin, enquanto o tribunal determinou remoções para ambos os lados.
A disputa presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo nos tribunais. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, na quinta-feira (8), quatro ações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contestando publicações de apoiadores e integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os pedidos está a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin.
A defesa de Flávio acusa os adversários de disseminar informações falsas sobre suas propostas de governo e utilizar o medo como estratégia eleitoral. As ações questionam vídeos publicados pela primeira-dama Janja Lula da Silva e conteúdos envolvendo os deputados André Janones e Lindbergh Farias. Entre os assuntos abordados estão possíveis cortes em programas sociais, mudanças nas aposentadorias, direitos trabalhistas e segurança pública.
O que decidiu o TSE
Na noite de quinta-feira (8), o Tribunal determinou a retirada de dois vídeos publicados nos perfis de Lula e Janja. Em decisões separadas, os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques entenderam que determinadas afirmações apresentavam consequências de um eventual governo Flávio Bolsonaro como fatos certos, sem fundamentação suficiente. As decisões são provisórias e ainda poderão ser revistas, e a retirada dos vídeos não significa o fechamento das páginas nem a aprovação do pedido de cassação.
Também na quinta-feira, o TSE determinou, por unanimidade, a remoção de três publicações feitas pelo próprio Flávio Bolsonaro na rede social X. Entre os conteúdos questionados estavam uma imagem de Lula manipulada por inteligência artificial sem a identificação exigida pela legislação eleitoral e publicações associando o presidente a organizações criminosas sem fundamentação mínima, segundo o Tribunal.
A sequência de ações coloca novamente em discussão os limites entre liberdade de expressão, crítica política e desinformação durante o período eleitoral. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a Justiça Eleitoral enfrenta o desafio de garantir uma disputa democrática sem permitir a circulação de informações falsas ou descontextualizadas.
Com informações de: Athosgls




