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Jovem acusado de liderar grupo que atacava gays pelo Grindr pode pegar quase 18 anos de prisão

Promotoria da Espanha pede quase 18 anos de prisão para imigrante marroquino de 20 anos acusado de liderar esquema que atraía, agredia e roubava homens gays por aplicativo.

A Promotoria da Espanha (Fiscalía) solicitou 17 anos e 11 meses de prisão para um imigrante marroquino, de 20 anos, acusado de liderar um grupo criminoso focado em atrair, agredir e roubar homens gays utilizando o aplicativo de relacionamentos Grindr.

Segundo informações do jornal El Mundo, o acusado, que responde ao nome Youssef D., é alvo de uma sequência de envolvimentos em quatro crimes de roubo violento e outras três de agressão, agravada na cidade de Las Norias de Daza, na Espanha.

A estratégia utilizada por ele consistia na criação de perfis falsos com os quais enganava suas vítimas para organizar encontros noturnos em locais isolados. Nesses pontos, ele agia sozinho ou em grupo, lançando insultos homofóbicos e roubando telefones e dinheiro.

A Fiscalía também solicita ordens de restrição, proibição de comunicação com as vítimas e uma compensação superior a 12 mil euros no total — cerca de R$ 70,2 mil na cotação da moeda brasileira —, além de pedir que o fator agravante de ódio contra as pessoas por sua sexualidade seja adicionado ao processo. A pedido do Ministério Público, o juiz decretou sua prisão preventiva sob a acusação de roubo com violência.

Com informações de: Observatório G

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