No fim de 2023, o operador Hamilton Buselin, ligado ao grupo do lobista Júlio Cezar, enviou um recado ao banqueiro Daniel Vorcaro por intermédio de um parceiro. Segundo as mensagens divulgadas, a Previ possuía naquele momento R$ 2 bilhões liberados no Banco do Brasil para o bilionário captar por meio de letras financeiras.
“A informação que eu tive é de que o Master está tentando fazer uma operação muito grande, mas estão tendo algum problema… Para aquisição de letras, não há limite e a disponibilidade hoje da Previ é de 2 bilhões de reais”, disse o operador ao emissário do Banco Master.
De acordo com o material investigado, o plano previa uma encenação para legitimar a operação entre o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil e o Banco Master. A instituição financeira deveria demonstrar interesse na captação, enquanto o restante do caminho já estaria articulado com a direção da Previ, na época integrada por indicados da cúpula do PT.
Além da jogada combinada com os dirigentes, o operador garantiu que o esquema contava com o aval interno no próprio Banco do Brasil. “Para que isso seja feito, seja liberado, a gente tem todo o roteiro. Inclusive as pessoas no Banco do Brasil já estão instruídas a esperar e receber o que a gente encaminhar. A coisa já está totalmente montada”, afirmou Hamilton nas mensagens.
As negociações faziam parte de articulações que miravam fundos de pensão estatais. Contudo, os planos de investimentos bilionários acabaram travados após o vazamento de informações para a imprensa em meados de 2024. Citados nas investigações, os envolvidos já negaram publicamente irregularidades e recebimento de propina.
Com informações de: Veja




