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Como funciona o ‘tribunal’ criado por cafetinas para julgar acompanhantes de luxo

Esquema opera em capitais brasileiras com cobrança de taxa, regras rígidas e julgamentos informais para banir profissionais.

Três cafetinas estabeleceram uma rede de influência e controle voltada para o mercado de acompanhantes de luxo, operando em grandes capitais brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A atuação do grupo envolve a seleção de profissionais, a promessa de discrição para clientes de alto perfil e uma estrutura de regras rígidas.

Para ter acesso às vagas, as modelos enfrentam a cobrança de um “pedágio” fixo de R$ 300. A operação utiliza até 12 grupos no WhatsApp, sendo que um deles reúne mais de 600 integrantes. Entre as exigências impostas às profissionais estão a pontualidade, a discrição com os clientes, a higiene e a postura adequada.

As responsáveis pelo esquema atuam como ‘juízas’, recebendo denúncias, analisando comportamentos e convocando as trabalhadoras para ‘julgamentos’ informais. Os motivos para punições e banimentos incluem a quebra de sigilo sobre a identidade de clientes, conduta inadequada em encontros, concorrência desleal ou descumprimento de acordos financeiros com as próprias cafetinas. O levantamento também apontou a existência de uma dinâmica estruturada de extorsão combinando o uso do tribunal e de uma lista restrita.

Com informações de: Observatório G

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