“Solidão lésbica”: psicóloga explica impactos de crescer sem referências
Especialista aponta como a falta de representatividade e a imposição da heterossexualidade afetam mulheres lésbicas desde a infância.
A data dedicada à Visibilidade Lésbica chama atenção para a importância de olhar para o que acontece quando não existe representatividade. Para mulheres que crescem sem referências, a ausência de exemplos pode aparecer ainda antes de qualquer relacionamento ou da compreensão sobre a própria sexualidade.
Mesmo com a presença de família e amigos, o sentimento de “solidão lésbica” é bastante comum na vivência homossexual feminina. “Uma mulher pode ter uma rede de apoio e, ainda assim, sentir que existe uma parte muito importante da sua experiência que ninguém ao redor consegue compreender completamente”, afirmou a psicóloga Paula Machado em entrevista ao portal Metrópoles.
A sensação está relacionada à forma como a heterossexualidade é apresentada desde cedo como referência única para tudo o que envolve afeto e relacionamento. Com isso, ao se apaixonarem por outras mulheres, muitas precisam descobrir sozinhas como imaginar e viver uma realidade que desconheciam.
Segundo a psicóloga, o contato com conteúdos, podcasts, comunidades e relatos de experiências semelhantes é essencial durante a autodescoberta. “O maior impacto da falta de referências é fazer com que uma mulher confunda a ausência de exemplos com a ausência de possibilidades”, pontuou.
Com informações de: Observatório G




