Fotos reais ajudam a remontar o mistério de Tatunca Nara e Akakor
Série documental da HBO Max relembra a história de Tatunca Nara, a suposta cidade subterrânea na Amazônia e o assassinato do jornalista Karl Brugger.
Fotos antigas e registros reais ajudam a reconstituir um dos maiores mistérios da Amazônia, envolvendo uma suposta cidade subterrânea, o assassinato de um jornalista e o desaparecimento de turistas estrangeiros. O caso foi revisitado na série documental Morte e Mistério na Amazônia, que estreou na HBO Max.
Tatunca Nara chegou ao Brasil por volta de 1966 e disseminou a história de que era descendente de um povo milenar chamado Ugha Mongulala. A partir desses relatos, popularizou-se a narrativa sobre Akakor, uma cidade perdida escondida na floresta amazônica. A história atraiu a atenção do jornalista alemão Karl Brugger, que registrou os relatos no livro A Crônica de Akakor. Anos mais tarde, descobriu-se que Tatunca Nara era, na verdade, o alemão Hans Günther Hauck, nascido em 5 de outubro de 1941.
Brugger foi assassinado a tiros em 1º de janeiro de 1984, em Ipanema, no Rio de Janeiro, em um crime nunca solucionado. Além disso, Tatunca passou a ser apontado como suspeito pelo desaparecimento de três turistas estrangeiros na região — John Reed, Christine Heuser e Herbert Wanner —, embora nunca tenha sido formalmente acusado pelos casos.
A nova produção documental traz entrevistas com Tatunca em sua residência na Amazônia. Segundo a diretora Tatiana Issa, a equipe enfrentou momentos de tensão e chegou a ser ameaçada na cidade após a gravação com o entrevistado.
Com informações de: Metropoles




