Isabelly Carvalho defende descentralização do orçamento e foco na saúde no interior de SP
Vereadora e pré-candidata a deputada estadual aponta gargalos burocráticos, defende simplificação do ProAC e dialoga sobre o desenvolvimento paulista além da capital.
Em entrevista exclusiva, a vereadora e pré-candidata a deputada estadual Isabelly Carvalho abordou os principais gargalos burocráticos no repasse de recursos do Estado de São Paulo para os municípios. Segundo a parlamentar, o principal desafio é a distância entre quem formula a política pública e quem precisa executá-la na ponta, dificultando o acesso de cidades menores aos recursos estaduais.
“O Estado precisa fazer mais do que simplesmente abrir um programa e esperar que os municípios consigam acessá-lo. É necessário oferecer assistência técnica, simplificar processos e planejar políticas públicas a partir das diferentes realidades regionais”, afirmou Isabelly. Para ela, o interior produtivo precisa participar ativamente da definição de onde e como o orçamento será investido.
Questionada sobre a atuação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em meio a composições heterogêneas, a parlamentar destacou a importância do diálogo pragmático. Ela citou sua experiência na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Limeira, onde trabalha conjuntamente com vereadores de diferentes espectros ideológicos, como o PL.
“Na Assembleia, a atuação será da mesma forma: princípios não estão à venda, mas política pública exige capacidade de diálogo”, pontuou, ressaltando que propostas voltadas para a melhoria do SUS ou proteção de mulheres contarão com articulação suprapartidária.
Caso pudesse garantir uma emenda parlamentar de grande porte em seu primeiro ano de mandato, Isabelly afirmou que priorizaria a saúde pública, com foco em uma ação regional para ampliar o acesso a exames, especialidades e atendimento em saúde mental no interior.
Cultura e Direitos Humanos
No setor cultural, a pré-candidata avaliou que editais como o ProAC precisam de simplificação na linguagem e redução de burocracias formais. A proposta inclui a oferta de assistência técnica gratuita para artistas periféricos e coletivos sem constituição jurídica, garantindo que o financiamento público alcance quem realmente movimenta a cultura nos bairros.
Sobre direitos humanos e diversidade, Isabelly defendeu que tais pautas integram o desenvolvimento econômico e social. “A inclusão não é um complemento do desenvolvimento: ela é parte estrutural dele. Um Estado só se desenvolve de fato quando o progresso alcança aqueles que sempre ficaram por último”, declarou.
Com informações de: Movimento LGBT




