HIV avança em Fiji e aumento de casos entre bebês gera alerta das autoridades
Pesquisa aponta crescimento expressivo de diagnósticos e uso de metanfetamina no arquipélago, atingindo recém-nascidos e desafiando o sistema de saúde local.
Uma pesquisa realizada em Fiji, no Pacífico, apontou um aumento expressivo no número de casos relacionados ao HIV, impulsionados em sua maioria também pelo uso de metanfetamina. A estimativa é de que um em cada 60 adultos no arquipélago, que possui menos de um milhão de habitantes, seja portador do vírus. O cenário contraria uma tendência global de queda nas taxas dessa infecção.
Ao declarar estado de emergência, o Ministro da Saúde, Dr. Atonio Lalabalavu, afirmou que o país registrou 2.016 novos diagnósticos de HIV em 2025. Ele classificou o número como um sinal da gravidade da epidemia e da necessidade de uma resposta urgente e coordenada no país.
A crise sanitária também atingiu recém-nascidos. Segundo a organização Save the Children Fiji, um bebê de dois meses tornou-se o paciente mais jovem identificado vivendo com HIV e tuberculose. O HIV enfraquece o sistema imunológico, facilitando a contração da TB. No ano anterior, 59 bebês contraíram o vírus de suas mães.
Diante dos números alarmantes, apenas cerca de 39% das pessoas que vivem com HIV em Fiji sabem que são portadoras do vírus, e menos de um quarto, ou seja, 22%, estão em tratamento. Especialistas reforçam que, sem o acompanhamento médico adequado, o vírus pode evoluir para a AIDS, tornando o organismo altamente suscetível a doenças fatais e cânceres.
Com informações de: Observatório G




