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Cimed investe R$ 80 milhões em beleza coreana e mira faturamento de R$ 150 milhões em 2027

Dona da Carmed prepara lançamento de marca de skincare produzida na Coreia do Sul, com sete produtos e preços entre 100 e 200 reais

A Cimed, conhecida por seus medicamentos e pelo sucesso da marca de hidratantes labiais Carmed, prepara uma nova aposta para ampliar sua presença no mercado de beleza. A farmacêutica vai investir 80 milhões de reais na criação da Mili, marca de cuidados com a pele desenvolvida e produzida na Coreia do Sul, e pretende alcançar um faturamento de 150 milhões de reais já no primeiro ano de operação. Os produtos começam a chegar às farmácias e perfumarias brasileiras em janeiro de 2027.

A nova marca faz parte da estratégia da companhia de ampliar a participação dos produtos de consumo em seus negócios. Atualmente, os medicamentos representam 60% do faturamento da Cimed, enquanto os outros 40% vêm da divisão de consumo. A empresa não detalha quanto a categoria de beleza representa isoladamente nessa receita, mas pretende transformá-la em uma das frentes de crescimento nos próximos anos.

“A Mili já nasce com uma meta de R$150 milhões de faturamento no primeiro ano de atuação. Então, é uma nova frente de crescimento para a Cimed, com a mesma lógica que a gente aplica no nosso negócio: inovação, acesso e escala”, afirma João Adibe, CEO da companhia.

O investimento de 80 milhões de reais inclui desenvolvimento, produção, criação da marca, marketing e estruturação dos pontos de venda. A primeira coleção terá sete produtos, com foco em formulações que utilizam exossomos e peptídeos. A faixa de preços ficará entre 100 e 200 reais, em uma tentativa de alcançar consumidores interessados em cosméticos coreanos sem disputar exclusivamente o segmento de luxo.

Segundo Adibe, a entrada nesse mercado é resultado de uma estratégia que começou a ser desenvolvida antes do lançamento da Mili. A companhia já atua na área de procedimentos estéticos por meio da Milimetric, marca de preenchedores e bioestimuladores de colágeno injetáveis, cuja produção é parcialmente realizada em parceria com uma fabricante sul-coreana. A aproximação com a indústria de beleza da Coreia do Sul se intensificou depois que executivos da Cimed passaram três meses no país estudando tecnologias, formulações e o comportamento dos consumidores.

“Não vemos a Coreia como uma etapa até a nacionalização da produção, mas como uma fonte permanente de tecnologia e inovação para desenvolver novas categorias e construir novas Super Marcas para a Cimed”, afirma Adibe.

Para ganhar escala, a Cimed pretende aproveitar sua relação comercial com as redes de farmácias, que já são um dos principais canais de distribuição da companhia. A empresa está promovendo uma imersão na Coreia do Sul com representantes de redes que, segundo Adibe, respondem por 60% do varejo farmacêutico brasileiro.

Com informações de: Veja

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