Promessas de Flávio Bolsonaro na economia replicam o governo Lula
Após o primeiro turno, candidato do PL sinaliza reajustes acima da inflação para salário mínimo e aposentadorias, além de manter programas sociais e pisos constitucionais
O candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, encerrou a primeira semana após ultrapassar o adversário Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno com uma série de declarações que trazem novidades em relação ao programa inicial de campanha. Em boa parte delas, há um aceno direto ao eleitorado com propostas que guardam grandes semelhanças com as políticas do atual governo.
Entre as medidas mencionadas por Flávio e sua equipe nos últimos dias estão o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação, a manutenção do orçamento para saúde e educação, o fortalecimento de programas sociais como o Bolsa Família, planos para renegociação de dívidas semelhantes ao programa Desenrola e a rejeição a grandes privatizações.
Salário mínimo e aposentadorias
Em posicionamento enviado à imprensa, a equipe de campanha informou que o salário mínimo será reajustado acima da inflação. Na mesma linha, Flávio confirmou que pretende realizar aumentos nas aposentadorias do INSS acima da inflação, tema que gera debates sobre o impacto nas contas públicas devido à vinculação dos benefícios previdenciários.
Saúde, educação e programas sociais
A campanha também garantiu que não há propostas para retirar os pisos constitucionais de saúde e educação, assegurando que não haverá cortes nos gastos com áreas sociais. No campo da renegociação de dívidas, o candidato mencionou planos para períodos de carência e possível atuação da Caixa Econômica Federal, em modelo que se aproxima de iniciativas do governo federal.
Privatizações
Questionado sobre o tema, Flávio negou planos de privatizar a Petrobras e integrantes da equipe econômica reforçaram que empresas estatais como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não devem ser vendidas em um eventual governo.
Com informações de: Veja




