Um em cada quatro LGBT+ perdeu alguém para drogas, revela pesquisa
Relatório internacional aponta impactos do consumo de substâncias e reflete sobre desafios na comunidade LGBTQIA+
Uma pesquisa internacional apontou que uma em cada quatro pessoas LGBTQIAPN+ perde um ente querido em decorrência de uma morte relacionada ao uso de drogas. O dado faz parte de um relatório produzido pela organização You Are Loved CIC e compartilhado pela revista Attitude.
O levantamento, realizado com 1.156 pessoas LGBTQ+ em Londres e na França que haviam utilizado alguma droga recreativa nos 12 meses anteriores, revelou que 28% dos participantes relataram a perda de alguém próximo por uma morte relacionada a drogas. O índice chegou a 33% entre os entrevistados que vivem nas regiões de Lambeth, Southwark e Lewisham.
O estudo também chama atenção para os impactos associados ao GHB/GBL, à metanfetamina cristalizada e à mefedrona, substâncias frequentemente relacionadas a práticas sexuais entre parte da população LGBTQ+. Entre as 560 pessoas que haviam utilizado ao menos uma delas, a probabilidade de considerar o próprio consumo prejudicial foi quase três vezes maior do que entre quem utilizou outras drogas. Dois terços dos usuários disseram já ter desmaiado ou adormecido involuntariamente após o consumo, episódios classificados pelo relatório como overdose.
Outro ponto destacado é a dificuldade de definir o próprio consumo como “chemsex”. Quase um terço das pessoas que utilizavam as três substâncias não se identificava com o termo. Entre os participantes, 33,7% disseram que sempre usariam a expressão e 35,5% afirmaram que a utilizariam apenas algumas vezes.
O relatório ressalta ainda que a amostra foi formada por participantes que se autoselecionaram e era majoritariamente composta por homens gays (87%), homens cisgêneros (91%) e pessoas brancas (80%), portanto, os resultados não representam toda a população LGBTQ+ de Londres.
Com informações de: Observatório G




