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Itacaré: entenda o conflito em casarão histórico na Bahia

Imóvel centenário virou centro de polêmica após intervenção artística, denúncias de vandalismo e apuração policial

Uma disputa envolvendo um casarão histórico em Itacaré, no sul da Bahia, ganhou repercussão nacional e levantou questionamentos sobre liberdade de manifestação, propriedade privada, turismo e respeito às diferenças. Localizado na Praça São Miguel, o Casarão Azul pertence à família de Marcelo Barros há mais de um século. Segundo o proprietário, o imóvel sempre teve uma função de acolhimento, recebendo pessoas de diferentes origens, inclusive aquelas que enfrentavam dificuldades financeiras. Recentemente, o espaço estava alugado a um grupo de israelenses, que deixou o imóvel na última semana de outubro.

Após a saída dos antigos ocupantes, integrantes da Frente Palestina do Sul da Bahia organizaram uma intervenção artística no casarão. A professora Mariá Veiga afirma ter recebido autorização verbal para pintar uma melancia, símbolo de solidariedade à Palestina. Entretanto, outras pessoas participaram da atividade e acrescentaram frases e desenhos, ampliando a intervenção. O proprietário afirma que as pinturas ultrapassaram o que havia sido autorizado e solicitou a restauração da fachada.

Segundo a Frente Palestina, um grupo de visitantes israelenses retornou ao local em 30 de outubro e tentou danificar o mural, provocando uma discussão com moradores. A Prefeitura de Itacaré apresentou outra versão, afirmando que o desentendimento teria ocorrido entre participantes da própria intervenção artística, por divergências ideológicas. As circunstâncias e responsabilidades ainda precisam ser esclarecidas.

Em 7 de novembro, o governo da Bahia anunciou ações conjuntas para enfrentar denúncias de hostilidade e discriminação envolvendo turistas e moradores. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos confirmou que os episódios denunciados são investigados pela Polícia Civil. O caso reúne questões distintas que não devem ser confundidas: o direito de manifestação, o respeito à propriedade privada e a investigação de possíveis atos de violência.

Com informações de: Athosgls

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