Renato Russo e os astros: livro investiga ligação do cantor com signos
Obra lançada em mês que marca 30 anos da morte do cantor analisa mapas astrais de Renato Russo e a relação com álbuns e músicas da Legião Urbana.
O interesse de Renato Russo pela astrologia, presente em músicas como Faroeste Caboclo e Eduardo e Mônica, é o ponto de partida de um livro que investiga a relação entre os astros e a discografia da Legião Urbana. Em Renato Manfredini “Júpiter” – As Revoluções Solares do Líder Legionário, a jornalista, astróloga e taróloga Mariana Candeias analisa o mapa astral do cantor para identificar conexões com os álbuns lançados ao longo da carreira.
O livro foi lançado neste mês, quando a morte de Renato Russo completou 30 anos. A obra tem nove capítulos, prefácio do jornalista e astrólogo Bruno Yutaka Saito e um glossário para explicar os termos astrológicos. Há ainda um conteúdo extra dedicado ao mapa astral de João de Santo Cristo, personagem de Faroeste Caboclo.
Em entrevista, Mariana contou que a ideia surgiu durante um curso de astrologia tradicional, realizado entre 2019 e 2022. Como parte da formação, os alunos foram convidados a desenvolver uma pesquisa. Fã da Legião Urbana, ela escolheu estudar o mapa de nascimento de Renato Russo e suas revoluções solares, análises astrológicas feitas a cada aniversário.
“Quis analisar os mapas astrais de Renato Russo de cada ano de sua vida para descobrir se havia semelhanças entre os símbolos astrológicos e os álbuns que ele lançou naquele período”, explica a autora.
Nascido em 27 de março de 1960, o cantor era de Áries, com ascendente em Peixes, informação que costumava mencionar publicamente. As referências à astrologia estão espalhadas por diferentes canções da banda. Em Eduardo e Mônica, Renato revela que a personagem é do signo de Leão. Já em Faroeste Caboclo, João de Santo Cristo alerta sobre os perigos de mexer com alguém de Peixes com ascendente em Escorpião. O cantor também cita o retorno de Saturno na canção 29, do álbum O Descobrimento do Brasil.
O período de lançamentos fonográficos da banda, entre 1985 e 1996, abrange aproximadamente um ciclo de Júpiter, planeta que leva cerca de 12 anos para percorrer o zodíaco e tem papel central na análise apresentada no livro. Na interpretação da astróloga, o ascendente em Peixes e a presença de Mercúrio e Vênus nesse signo representam o lado sonhador do artista, ligado à fé e ao desejo de um mundo melhor, enquanto Júpiter em Capricórnio estaria associado a uma visão mais realista, ajudando a compreender os conflitos retratados nas letras.
Com informações de: Metropoles



