O ator Igor Cosso abriu o coração sobre as expectativas para o lançamento de seu primeiro monólogo na carreira, intitulado CRUISE: Minha Última Noite na Terra. Em entrevista à revista Quem, o artista revelou que o espetáculo revelou um lado seu até então desconhecido.
“Sinto que esse é o momento para eu encarar as minhas dificuldades e os meus acertos. No palco, não tem ninguém para me apoiar, não tem ninguém para levantar a minha energia, somos eu e o público. É um desafio muito gostoso, mas também transforma cada dia em uma grande surpresa. Essa é beleza do teatro: manter essa história viva”, afirmou Igor Cosso, que também assina a idealização da peça.
Esta é a primeira vez que a obra, de montagem britânica e texto original de Jack Holden, chega ao Brasil. A narrativa acompanha Jack, um jovem voluntário de uma linha de apoio à comunidade LGBTQIAPN+, durante uma conversa telefônica com Michael, um homem que viveu diretamente a epidemia de HIV na década de 1980.
“O fato de ser uma história que conta sobre as nossas vivências, como homens gays, também mexeu muito comigo, porque é uma história que poucos escolhem falar sobre”, destacou o ator, ressaltando que abordar o período exige enorme responsabilidade diante do impacto da epidemia sobre a população LGBTQIAPN+, que enfrentou forte escassez de informação e estigma social.
“É uma responsabilidade muito grande e por isso estamos tendo todo cuidado para usar os termos certos e não ir para um lugar que estigmatiza as pessoas. Pelo contrário, a gente quer fazer essas pessoas se sentirem acolhidas, se sentirem respeitadas e amadas. Eu acho que o teatro tem essa responsabilidade”, concluiu.
Com informações de: Observatório G




