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20% apontam risco de IA reproduzir preconceitos, enquanto 95% dos jovens já usam tecnologia

Levantamento do Datafolha aborda o uso de inteligência artificial entre jovens e a preocupação com a perpetuação de vieses e impactos na saúde mental.

Uma pesquisa recente apontou que, com o avanço da inteligência artificial e a popularização das ferramentas nas redes sociais, as pessoas acreditam que existe o risco de os algoritmos reproduzirem tipos de preconceito. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Datafolha, 20% dos entrevistados apontam os riscos relacionados à perpetuação de vieses por essas tecnologias.

“Quando todo mundo utiliza os mesmos comandos e as mesmas referências, existe o risco de que a comunicação se torne tecnicamente eficiente, mas muito semelhante. É nesse cenário que a identidade ganha valor. Quando a pessoa compreende sua trajetória, suas referências e a maneira como deseja ser interpretada, ela consegue utilizar as ferramentas sem desaparecer dentro delas”, explica a consultora de imagem plural Cáren Cruz.

A profissional também destaca a importância de uma abordagem ampla sobre a pluralidade: “Não podemos tratar diversidade apenas como a inclusão de diferentes aparências em uma fotografia ou campanha. A diversidade precisa estar presente nas equipes que desenvolvem as tecnologias, nos bancos de dados, nas referências culturais e nos critérios utilizados para definir o que será considerado relevante”.

O estudo aponta ainda que cerca de 95% do público entre 16 e 24 anos utiliza inteligência artificial em tarefas cotidianas. Além disso, outros 73% dos entrevistados concordam que o uso de filtros e imagens alteradas por IA é prejudicial para a saúde mental.

Com informações de: Observatório G

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