Crescimento de câncer de pulmão em não fumantes alerta a medicina
O caso do papa Leão XIV evidencia uma tendência preocupante: cerca de 20% dos diagnósticos da doença ocorrem em pessoas que nunca fumaram
O diagnóstico de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram chama a atenção da comunidade médica e reflete uma tendência global. O caso recente do papa Leão XIV, de 71 anos, que passou por uma cirurgia para remover um nódulo canceroso no pulmão direito, ilustra uma realidade que afeta cerca de 20% dos diagnosticados com a doença no mundo, mesmo sem histórico de tabagismo.
Praticante regular de tênis e natação e não fumante, o pontífice recebeu alta após o procedimento no Hospital Gemelli, em Roma. Especialistas apontam que, embora o cigarro siga como principal fator de risco, o avanço da doença em pacientes que nunca consumiram tabaco — com destaque para o crescimento entre as mulheres — intriga e mobiliza pesquisadores em busca de respostas sobre prevenção e tratamentos mais eficazes.
Entre os fatores investigados pela ciência estão a poluição do ar, o fumo passivo, a predisposição genética e a exposição ao radônio, um gás radioativo natural encontrado no solo e em materiais de construção de certas regiões. Estudos recentes da agência especializada em câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mutações genéticas específicas, como alterações no gene EGFR associadas a não fumantes, aparecem em proporções expressivas em tumores de mulheres ocidentais e asiáticas.
Especialistas destacam que o câncer de pulmão costuma ser silencioso em seus estágios iniciais, fazendo com que grande parte dos pacientes descubra o quadro tardiamente. O avanço nos exames de imagem e o uso de novas terapias-alvo, contudo, têm ampliado a sobrevida e a qualidade de vida de pacientes diagnosticados, mesmo em estágios avançados.
Com informações de: Veja



