Tifanny Abreu e Osasco Vôlei acionam a justiça para garantir atleta trans na Supercopa e na Superliga
Defesa busca liminares no STJD e na Justiça comum após a Confederação Brasileira de Vôlei restringir a participação da atleta trans baseando-se em nova diretriz de elegibilidade.
A oposta Tifanny Abreu e o Osasco Vôlei acionaram a Justiça Desportiva e a Justiça comum para tentar assegurar a participação da atleta na Supercopa e na edição 2026/27 da Superliga. A mobilização jurídica ocorre após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) aceitar as inscrições do restante do elenco osasquense, mantendo pendente apenas o registro de Tifanny.
A defesa da jogadora ingressou com um mandado de garantia junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitando uma liminar. No fim da manhã de sexta-feira (16), o pedido foi negado pela Justiça Desportiva. Diante disso, os advogados recorreram ao Tribunal Pleno do STJD e acionaram simultaneamente a Justiça comum.
A instabilidade na carreira da atleta decorre de uma alteração promovida pela CBV em agosto, que adotou a diretriz do Comitê Olímpico Internacional (COI) para elegibilidade na categoria feminina, exigindo teste genético negativo para o gene SRY. Tifanny, primeira mulher abertamente transgênero a atuar na elite do vôlei nacional, defende o Osasco há seis temporadas e disputa a Superliga desde 2017.
O advogado Luis Fernando Novaes afirmou que o pedido se baseia em garantias constitucionais e no histórico profissional da atleta. A defesa também apresentou laudos científicos e estudos técnicos que asseguravam a participação de Tifanny nas competições nos últimos cinco anos.
Com informações de: Gay 1




