Saúde

Ciência Brasileira: Polilaminina recebe aval da Anvisa para testes em humanos com foco na regeneração neural

Um marco histórico para a medicina regenerativa foi alcançado em janeiro de 2026. A Anvisa autorizou os primeiros ensaios clínicos em humanos com a polilaminina, substância desenvolvida pela bióloga brasileira Tatiana Coelho de Sampaio. O avanço promete revolucionar o tratamento de lesões medulares graves, oferecendo uma nova esperança para a recuperação de movimentos em pacientes com paraplegia e tetraplegia.

O que é a Polilaminina e como ela funciona?

Desenvolvida no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, a polilaminina é uma forma polimerizada da proteína laminina. Ela atua como uma espécie de “ponte” ou suporte orgânico, orientando o crescimento celular e estimulando a regeneração dos axônios — as estruturas que levam impulsos do cérebro para o resto do corpo.

A trajetória de Tatiana Sampaio, professora da UFRJ com passagens por universidades nos EUA e Alemanha, culminou na identificação dessa malha capaz de reconstruir tecidos nervosos lesionados. É chocante pensar que uma descoberta iniciada nos anos 90 agora entra na fase decisiva de testes em humanos.

Resultados animadores: De cães a pacientes experimentais

Antes da aprovação da Anvisa, a polilaminina já havia apresentado resultados surpreendentes:

  • Testes com animais: Cães que perderam os movimentos voltaram a apresentar funções motoras relevantes após a aplicação da substância.

  • Dados Iniciais em Humanos: Relatos experimentais anteriores indicaram melhorias parciais e até totais em casos de lesões medulares severas.

Parceria entre Academia e Indústria

Desde 2021, a pesquisa conta com o suporte da farmacêutica Cristália para a produção em escala industrial e rigoroso controle de qualidade. Além disso, o projeto foi viabilizado por investimentos de órgãos públicos como FAPERJ, CAPES e CNPq. Segundo a Dra. Tatiana, o financiamento estatal é o pilar que sustenta inovações desse porte no Brasil.

Próximos Passos: O futuro da regeneração neural

Com o início dos ensaios clínicos em 2026, a comunidade científica global volta os olhos para o Brasil. Esta fase permitirá avaliar a segurança total do protocolo e estabelecer os padrões para que, no futuro, a terapia possa ser disponibilizada de forma ampla.

Veja a matéria original em: Athosgls

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