Emerson Fittipaldi analisa a F1 atual, nova geração e recordes
Bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi comenta o título precoce de Kimi Antonelli, relembra os amigos das pistas e a criação da equipe Copersucar.
Aos 79 anos e com uma longa trajetória nas pistas, o bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi avaliou a fase atual da categoria, a conquista recente de Kimi Antonelli e recordou momentos marcantes de sua carreira em entrevista à revista VEJA.
Questionado sobre a audácia dos jovens pilotos, como Antonelli — que conquistou o título mundial de 2026 aos 20 anos —, Fittipaldi apontou que a preparação atual começa muito cedo e destacou que a segurança dos autódromos modernos oferece um nível de proteção superior ao de sua época. No entanto, o ex-piloto ressaltou que o automobilismo de elite exige precisão constante e penaliza severamente qualquer erro devido ao impacto financeiro.
Fittipaldi também relembrou os perigos enfrentados nas décadas de 1960 e 1970, período em que a falta de segurança resultava em perdas frequentes de companheiros de equipe, como o austríaco Jochen Rindt. Sobre a fundação da equipe Copersucar-Fittipaldi ao lado de seu irmão Wilson nos anos 1970, o ex-piloto afirmou que não se arrepende do projeto, descrevendo-o como um empreendimento pioneiro para o Brasil que consumiu anos de sua carreira no auge.
Além disso, Fittipaldi comentou sobre os convites recusados para correr pela Ferrari, o impacto do marketing da Liberty Media na expansão global da Fórmula 1 e as perspectivas para os novos talentos brasileiros, como Gabriel Bortoleto e Rafael Câmara, nas categorias de base e no automobilismo internacional.
Com informações de: Veja



