84% dos homens já tiveram ejaculação precoce e não buscam ajuda, aponta pesquisa
Levantamento do Sexlog com mais de 3 mil respondentes aponta que tabu e constrangimento dificultam o diálogo e a busca por tratamento para o problema.
Uma pesquisa realizada pelo Sexlog apontou que cerca de 84% dos homens afirmam já ter vivido ao menos um episódio em que ejacularam mais rápido do que gostariam durante uma relação sexual. O levantamento, feito com mais de 3 mil respondentes, indicou que, apesar da alta incidência, o assunto continua sendo pouco discutido dentro dos relacionamentos.
Segundo a pesquisa, 48,5% dos entrevistados nunca conversaram com a parceira sobre a questão. Os dados mostram que o constrangimento ainda é uma das principais barreiras para lidar com o problema, enquanto 84,9% dos participantes afirmam existir muito ou algum preconceito em falar sobre ejaculação precoce.
Especialista em saúde sexual, Sanny Rodrigues aponta que o silêncio pode influenciar em um ciclo que torna a situação ainda mais difícil a cada novo ato. “Se o homem tem uma experiência ruim, fica com medo de acontecer novamente, entra mais ansioso na próxima relação e essa ansiedade interfere ainda mais na resposta sexual. O sexo, que deveria ser uma experiência de prazer, começa a virar uma prova!”, afirmou.
Entre as técnicas utilizadas no tratamento da disfunção, Sanny destaca o método start-stop, em que a pessoa aprende a reconhecer os sinais de aumento da excitação e interrompe ou reduz a estimulação antes de chegar ao ponto em que a ejaculação se torna inevitável, retomando a atividade apenas quando a excitação diminui.
Com informações de: Observatório G




