Máquina do Escrever: O Pensamento na Linguagem Segundo Diogo de Castro Gomes
Em seu novo texto na coluna 'Um rolê na pólis', o psicanalista reflete sobre o ato de escrever, a busca pela forma na linguagem e os impasses da criação.
Escrever é, muitas vezes, esperar que a frase chegue antes do sentido. Permanecer diante dela o tempo suficiente para que deixe de ser apenas correta e comece a estar viva exige tempo, escuta e disposição para deixar a frase descansar. A reflexão é do psicanalista Diogo de Castro Gomes em seu novo artigo publicado na coluna Um rolê na pólis.
Para o autor, pensar e escrever não constituem atividades separadas. O pensamento não ocorre em um momento anterior, à espera de que a linguagem venha revesti-lo; ele acontece na própria linguagem, hesitando, retornando, trocando ou abandonando palavras até descobrir, no gesto de escrita, o que de fato pretendia comunicar.
O texto também aborda os momentos de aridez e impasse no processo criativo, em que a página inteira pode existir apenas para que uma única frase encontre seu ritmo. Entre tentativas, rasuras e o retorno diário à mesa de trabalho, o psicanalista aponta que a escrita coloca quem escreve contra a parede, exigindo suportar que a pergunta permaneça em aberto até que encontre sua forma.
Com informações de: gay blog




