Vivencial: o grupo que levou diversidade sexual aos palcos na ditadura
Livro do jornalista Márcio Bastos resgata a trajetória do grupo teatral pernambucano criado em 1974 que desafiou a censura e moldou a cena LGBTQIA+.
Criado em Pernambuco em 1974, o grupo teatral Vivencial transformou os palcos em um espaço de liberdade sexual e deboche político durante o período mais rígido da ditadura militar. A trajetória da trupe é o tema do livro “Lantejoulas no mangue: teatro e desbunde do Vivencial”, lançado pela editora Autêntica e escrito pelo jornalista e escritor Márcio Bastos.
A formação do grupo começou em 1973, quando o hippie Guilherme Pontes Coelho buscou o Mosteiro de São Bento, em Olinda, para se tornar monge beneditino. Sob o nome de João Batista e atuando como noviço, ele dirigiu uma montagem em um galpão do Colégio de São Bento que deu origem ao coletivo. Entre 1974 e 1983, os integrantes — que se autodenominavam vivecas — apresentaram cerca de 30 espetáculos combinando humor, música, performances e forte crítica social.
Em 1979, o grupo inaugurou o Vivencial Diversiones, uma casa de espetáculos instalada em uma área de mangue entre Recife e Olinda. O local reunia teatro, música e vida noturna, atraindo público de diferentes classes sociais e tornando-se um marco da resistência cultural e da formação de uma cena queer no Nordeste. A relevância histórica da trupe também inspirou produções audiovisuais, como o filme “Tatuagem” (2013), de Hilton Lacerda.
Com informações de: Adiadorim




