“Cinelândia: Estação Democracia”, por Diogo de Castro Gomes
Em texto sobre ato na Cinelândia, o psicanalista Diogo de Castro Gomes parte de Sigmund Freud para discutir o papel das mobilizações populares na construção da democracia.
A Cinelândia tem uma longa história de encontros, disputas e manifestações políticas. Em artigo recente publicado em sua coluna, o psicanalista Diogo de Castro Gomes relatou seu retorno à praça para participar de um ato em defesa da democracia, refletindo sobre como a presença da multidão modifica o espaço urbano e as relações sociais.
Segundo o autor, um ato ocupa ruas, modifica trajetos e interrompe a circulação habitual da cidade. Ao caminharem juntas, as pessoas participam da produção de uma experiência coletiva transformadora. Em “Psicologia das massas e análise do eu” (1921), Sigmund Freud afirma que a psicologia individual é, desde o início, também psicologia social, na qual o outro participa como modelo, objeto, auxiliar e adversário.
O texto relembra que o local já recebeu manifestações históricas contra a ditadura, estudantes na Passeata dos Cem Mil, trabalhadores por direitos e multidões pelas eleições diretas. Para o psicanalista, a denominação “Cinelândia/Estação Democracia” ressoa como um lugar de passagem e permanência onde a democracia se efetiva nas práticas e nos conflitos cotidianos.
Com informações de: gay blog




