O bastidor hercúleo de ‘100 Dias’, filme sobre travessia de Amyr Klink a remo pelo Atlântico
Filme retrata a façanha com belas cenas, enquanto tenta elucidar as razões por trás da aventura
O lendário navegador Amyr Klink, que atravessou o Atlântico Sul a remo em 1984, ganha as telas com o filme 100 Dias. O longa, com estreia marcada para quinta-feira (29), adapta o livro de memórias Cem Dias Entre Céu e Mar e recria a jornada épica com desafios técnicos intensos.
Orçado em 30 milhões de reais e dirigido por Carlos Saldanha, o filme foi rodado principalmente em um enorme tanque de água de 400 metros quadrados construído no interior de São Paulo. Máquinas de ondas e sistemas de alta pressão simularam tempestades para recriar as condições adversas enfrentadas pelo ator Filipe Bragança, que interpreta Klink.
Segundo o próprio navegador, o trabalho no set foi rigoroso. “Acho que é mais fácil atravessar o Atlântico do que ficar naquele tanque, filmando no frio e tomando jato d’água”, disse Klink. O lado técnico contou com uma parceria entre profissionais do Brasil e da Finlândia para complementar os efeitos visuais.
O roteiro aborda o mistério em torno das motivações do navegador. Para Bragança, o filme não esgota as razões da aventura: “O filme não deixa claro por que Amyr fez isso. Ele é maluco? Ou precisava se provar para alguém? Existem motivos que só ele compreende”.
O lançamento coincide com o sucesso do livro Bom Dia, Inverno, escrito por Tamara Klink, filha de Amyr, que há semanas figura na lista de mais vendidos de VEJA, gerando nova atenção do público para a trajetória da família.
Com informações de: Veja




